EntreTreinamento

O painel do simulador para controladores de voo.

O painel do simulador para controladores de voo.

Assim que os visitantes entram no salão principal da Campus Party, são rapidamente atraídos pela quantidade de equipamentos que se encontram do lado direito, na área de entretenimento digital.

Nela estão localizados os simuladores de voo (há também os de automóveis), as parafernálias tecnológicas que buscam imitar com perfeição situações e movimentos reais de um piloto de aeronaves. Seja em um avião comercial ou de guerra, helicópteros e outras geringonças capazes de vencer o ar.

Um dos mais completos e atrativos é o simulador que reproduz o sistema do cockpit de um Boeing 777. Todos os controles e equipamentos seguem normais internacionais. Inclusive, ao seu lado se encontra outro aparelho que serve para controladores de vôos.

Na prática, ao realizar um voo simulado em rede, alguns se incumbem de pilotar enquanto os outros ficam atentos para direcionar corretamente as aeronaves que sobrevoam o espaço aéreo virtual. Todos essas máquinas são homologadas para treinamento real de pilotos e se encontram dentro dos padrões exigidos pela ANAC.

Para não ficar apenas na conversa, seguem abaixo os vídeos para que o leitor tenha alguma noção de uma decolagem no simulador de um Boeing 777 e de um sobrevoo rápido pela floresta em aeronave bimotor.

“Revolução do sofá” ou a evolução das mobilizações sociais?

Até que ponto movimentos como blogagens coletivas, mobilizações como o #ForaSarney e o uso da rede para politizar as pessoas são efetivas? Este foi o tema do debate “Revolução do sofá ou a evolução das mobilizações sociais?”, que contou com a participação de Rafael Ziggy (BlogVoluntário), Marcelo Vitorino (Doe Mais que um Clique), Rafael Losso (MTV), Felipe Fonseca (Rede Metareciclagem) moderados por Jorge Rocha (Exu Caveira).

campus_blog

Segundo Rafael Ziggy, com a revolução do sofá muita coisa fica no oba-oba, por conta da lei do menor esforço. Algumas coisas podem até funcionar, mas somente em temas que estão ligados a internet, como por exemplo o Movimento Blog Voluntário, idealizado com o projeto Voluntários Online, que busca mobilizar os blogs e combater o analfabetismo digital, e que contou com a participação de quase 1000 blogueiros em 2008 e 2009. No ano passado, surgiram quatro livros eletrônicos falando sobre o assunto. Este movimento deu certo pois as pessoas que foram convocadas já estão acostumadas a escrever, e só precisaram adequar as pautas dos seus blogs ao assunto que foi proposto.

De acordo com Rafael Losso, o termo “revolução do sofá” remete a TV e não conseguir tomar uma atitude a respeito do que assiste e se indigna. A internet seria uma forma de mobilizar mais pessoas , mas isto não tem acontecido automaticamente, e está sendo feito de forma lenta, com temas e motivos menores, assim a atitude das pessoas continua a ser a mesma de antigamente, quando se indignavam com o que viam na TV e nada faziam.

O poder de mobilização da internet é melhor percebido em eventos como a Campus Party, onde os participantes tem a chance de alcançar a grande mídia e a possibilidade de tornar seus temas conhecidos e por consequência, mais relevantes. A campanha online de Barack Obama também é outro exemplo de como a ideologia conseguiu transformar o mundo. Sob uma ótica negativa, os objetivos não são alcançados de forma tão simples, como por exemplo o #ForaSarney, que serviu mais como válvula de escape das angústias das pessoas do que como uma ação em si. O movimento não gerou nenhum evento efetivo, as passeatas não tiveram repercussão e nem participantes. As pessoas tiveram a chance de dar vazão as suas indignações pela internet, mas nada além disto. É algo parecido com uma pixação em um muro, que com o tempo é apagada e não gera resultados a longo prazo.

Felipe Fonseca defende que a ideia de uma revolução feita pela Internet é ilusória, e que os indíviduos devem desconfiar e questionar uma mobilização que se restrinja ao ambiente online. A democracia tem sido tratada como torcida de futebol, e isso é maléfico, porque as pessoas só podem falar bem de um lado. Segundo ele, é necessário realizar um debate mais amplo, onde a população possa ir mais a fundo na transformação que pretende fazer, caso contrário se trata de uma exposição gratuita.

Marcelo Vitorino criou junto com o Edney Souza a campanha ” Doe mais que um clique”, e ficou decepcionado com o resultado. Ele diz que não podemos dizer que a Internet é responsável por não alcançar as pessoas, e considera que a culpa é do analfabetismo social existente, que impede atingir os números desejados, citando como exemplo o fato de 10 dos 7 maiores trending topics do Twitter no Brasil tratarem do #BBB.

Ele citou a grande quantidade de movimentos baseados em retweets, enquanto que o cidadão nem percebe se o que está sendo RT é realmente importante. Segundo Marcelo, se na época das “Diretas Já” existisse Internet e twitter, talvez nada de prático tivesse sido feito. Esta crítica se estende a todos, inclusive a ele mesmo.

Apesar do seu blog “Pergunte ao Urso” ter um tom humorístico, ele também escreve sobre política e já foi até mesmo ameaçado de processos por citar políticos nominalmente, o que ocasionou o movimento #FreeUrso no Twitter. É importante também lembrar que quantidade não significa relevância, e que é necessário revermos nossas vidas como ativistas sociais, já que todos podem ter um papel social na sociedade.

Jorge Rocha se mostra cético em relação a mobilização do sofá, dizendo que o problema é que as pessoas podem pensar que a revolução irá acontecer através da troca de informações online, sem que sejam acompanhadas de qualquer atitude offline.

Felipe Fonseca diz que blogs e Twitter são apenas ferramentas, as que são as pessoas por trás destas ferramentas que realizam as transformações, são elas que fazem as coisas acontecerem. Um exemplo prático de uma mudança verdadeira é um multirão para ajudar a construir uma casa para quem precisa.

Marcelo Vitorino acha que o Twitter poderia ser grande ferramenta, mas que infelizmente é mais fácil reunir 20 pessoas para beber uma cerveja do que apenas uma para doar sangue e ajudar a salvar vidas. Ele acredita que a Internet serve para espalhar a mensagem, mas não para montar um movimento real.

O que existe de mais efetivo em campanhas online é resultado de um esforço no mundo offline, como a campanha na TV sobre a prevenção do câncer e que contou com um apoio online na divulgação. Marcelo acredita que movimentos online não têm poder se não contarem com um respaldo offline. Criar um grupo social é fácil, agora fazer com que ele funcione e continue ativo sem qualquer tipo de censura é o mais difícil. Um bom exemplo é a Wikipedia do Brasil, onde um pequeno grupo decide o que tem relevância ou não para todos e assim censura o que deve ou não ser exibido, algo radicalmente diferente da Wikipedia nos Estados Unidos.

Na realidade as ferramentas que estão disponíveis aos cidadãos não estão sendo utilizadas para mudar o mundo, o que é uma pena, segundo Rafael Losso.

O acampamento

Campus Party 27.01 036Impossível ter em conta todas as impressões da Campus Party sem mencionar o camping montado na própria estrutura do evento. Afinal, é lá que os fanáticos passam toda a semana acampados.

As barracas ficam no saguão colado à zona central que abriga as quatro áreas temáticas principais (ciência, inovação, entretenimento digital e criatividade).

Separadas por uma por um grande portão, apenas os campuseiros credenciados são liberados pelos seguranças.

Os campuseiros não são fãs apenas de tecnologia.

Os campuseiros não são fãs apenas de tecnologia.

Segundo estimativas da organização, cerca de 4.500 barracas (o número exato será divulgado no final do evento) são montadas pelo principal patrocinador para que os campuseiros desfrutem de algum conforto nos sete dias que estarão imersos no mundo da tecnologia.

O espaço recheado de iglus de nailon recebe representantes de todos os estados do Brasil e oferece nas laterais chuveiros (cerca de dez para os meninos e outros dez para as moças) e sanitários, afinal, ninguém sobrevive só de banda larga.

Marketing até na hora de dormir

Qualquer um que transite algumas horas pela Campus Party será capaz de notar e até de se atrapalhar com a quantidade de ações promocionais e de marketing que ocorrem a todo momento.

A suíte presidencial do acampamento

A suíte presidencial do acampamento

E nem na hora de dormir as empresas pararam de pensar como impactar os jovens frequentadores do evento.

O portal “Meu móvel de madeira”, especializado em comercializar na internet móveis fabricados com madeira de reflorestamento, conseguiu atrair a atenção dos campuseiros que emendam as noites nas barracas.

A empresa construiu no espaço de acampamentos uma barraca grande de madeira certificada.

Dentro dela, estão: um monitor LCD 32 polegadas, régua com quatro tomadas, luminária, colchão, edredon, frigobar, roupão e nécessaire.

Por meio de uma ação no twitter, a empresa criou um concurso para que os participantes que acampam no evento concorram e tenham a chance de passar uma noite com muito mais mordomia.

Espaço interatividade e educação

Na Campus Party, as caricaturas também são digitais.

Na Campus Party, as caricaturas também são digitais.

Que tal ganhar uma caricatura digital e uma fotomontagem feita em Photoshop?

Essa é mais uma das atrações interativas da Campus Party 2010 localizada no estande do Senac São Paulo. Além dos lindos gifts, o espaço oferece vagas para as oficinas de Photoshop e de modelagem 3D do software Maya 2010.

Quem passa pelo estande Senac, pode também se inscrever para as palestras e workshops com temas voltados a informação e tecnologia da informação que estão sendo oferecidas.

O espaço Senac São Paulo está cheio de campuseiros interessados em jogos digitais, plataformas, entretenimento e, claro, no mercado de trabalho no Brasil.

Governo também investe em atividades na Campus Party

Fila de inscrições nos cursos para estagiários.

Fila de inscrições nos cursos para estagiários.

Quem gosta de tecnologia sabe que para estar sempre em dia com as novidades é preciso investimento.

Ao participar de um encontro internacional sobre o tema, o Governo de São Paulo também aproveitou a oportunidade para divulgar seus projetos na Campus Party junto aos jovens de baixa renda e promove no seu espaço um incentivo a capacitação de estagiários da rede pública.

Por dia, 500 estudantes do Programa Acessa Escola passarão pela Campus Party. O objetivo não é apenas a diversão nas inúmeras atrações espalhadas pelo evento.

Campus Party 27.01 007

Campus Party 27.01 010

Até domingo (31), cada estagiário tem a oportunidade de realizar dois cursos, de acordo com a área de interesse, e de participar de oficinas, palestras e conferências sobre Fotografia, Robótica, Games, Desenvolvimento, Redes, entre outros assuntos.

Além disso, na área dedicada à apresentação do Centro Paula Souza, um divertido jogo interativo (fotos) revela detalhes sobre as profissões e dá orientações vocacionais aos participantes (o jogador movimenta o personagem e responde as questões com o toque dos dedos no painel). Em seguida, o participante escolhe um grande time do estado e responde um quiz sobre a história do futebol.

O Rock Geek

Música não pode faltar em qualquer festa.

E o som instrumental feito pela banda Abreu Project arrancou aplausos dos geeks que transitavam pelos corredores da Campus Party.

A primeira vista, o conjunto com guitarra, baixo, bateria e alguns metais é muito semelhante a um grupo de rock que faz música instrumental.

A grande diferença (e é exatamente por isso que os campuseiros vão ao delírio) é que o Abreu Project é uma banda de rock que executa trilhas sonoras de jogos clássicos de videogame.

Golden Axe, Tartarugas Ninja, Mega Man são alguns exemplos.

Para conferir, postamos um vídeo da banda mandando o som de um verdadeiro rockstar dos games: Sonic, o porco espinho mais famoso de todos os tempos.

Existe Ex-Blogueiro?

Com o sucesso das redes sociais como o Facebook e sites de microblogging como o Twitter, muitos blogueiros desistiram de atualizar os seus blogs em troca de uma resposta mais imediata. Para tentar explicar este fenômeno recente, Gilberto Knuttz, Gabriel Von Doscht, Rafael Capanema e Clarissa Passos (do extinto Garotas que Dizem Ni) bateram um papo sobre o assunto, moderados por Tiago Dória.

Na minha opinião, eu sempre achei esta história de que o Twitter e demais ferramentas sociais estão causando o “fim da blogosfera” é um tanto quanto suspeita e exagerada, pois considero que as redes sociais são uma excelente forma de divulgação dos blogs. Mas os participantes do painel deixaram de lado seus blogs por algum motivo e o debate girou em torno disto.

Os Ex-Blogueiros

Os Ex-Blogueiros

Quando você estabelece uma frequência de posts, assume um compromisso com o leitor. Se você tem o hábito de escrever 10, 15 posts por dia, seus leitores vão reclamar quando você passar um dia sem postar. Esta pressão também pode ser um motivo para deixar o blog de lado. Todos os presentes foram unânimes em dizer que mesmo sem atualizações, o blog continua servindo como referência e até como abertura de oportunidades profissionais. A cobrança de posts diários pode ser um dos fatores para o abandono do blog, mas o principal motivo é mesmo a falta de vontade de escrever sobre determinado assunto.

Respondendo a uma pergunta sobre repercussão de textos antigos em nestes blogs, Gilberto disse que nunca teve o hábito de escrever posts sobre assuntos polêmicos e em fazer provocações, e que sempre toma cuidado com o que escreve para evitar este tipo de complicações legais.

Rafael Capanema citou o problema de blogueiros que falam mal de produtos ou serviços e são alvos de processos pelas empresas criticadas, citando o caso recente envolvendo o blog Desencalhamos e uma empresa de chocolates, dizendo que isto pode até causar o fim do blog e que é preciso ter muito cuidado para não cometer uma difamação.

Tiago Dória perguntou aos presentes se este tipo de atitude pode atrapalhar o futuro dos blogs no Brasil.  Clarissa diz que não acredita que este tipo de ameaça possa inibir os blogs. Em última instância, diz ela, o post pode ser apagado para evitar este tipo de problema.

Muitas vezes as empresas não querem saber o tamanho e a audiência dos blogs e sim em proteger a imagem da sua empresa, mas isto pode produzir um efeito contrário, chamando a atenção para um produto ou serviço de baixa qualidade, como lembrou Rafael Capanema.

Tiago Dória perguntou como os participantes veem o futuro dos blogs e se eles pretendem voltar a blogar um dia. Gabriel Von Doscht diz que a profissionalização dos blogs vai continuar, mas a onda de blogs sem qualquer motivação financeira deve voltar em breve, só que pessoalmente eu acredito que eles nunca deixaram de existir e que existe espaço para todos.

Para demonstrar que o número de novos blogs continua aumentando a cada ano, Gilberto Knuttz citou o grande aumento de tráfego no Blogspot e no Wordpress em 2009. Clarissa Passos acrescentou que um blog serve para encontrar pessoas com o mesmo gosto, estabelecendo um vínculo, o que pode transformar o autor em um formador de opinião. Gabriel Von Doscht acredita que os blogs vão se unir em micro sociedades e cita o exemplo do InterneyBlogs e InterBarney, e aposta no caminho da união entre os semelhantes. Rafael Capanema acha muito interessante a segmentação de blogs de assuntos diferentes como política e tecnologia, por exemplo.

Como os próprios participantes demonstraram em sua conversa, os blogs estão longe de acabar, mas cabe a cada autor decidir o que deve fazer com seu conteúdo, escrevendo quando quiser e encerrando o seu blog se tiver vontade, sem ceder as eventuais pressões dos seus leitores e fãs.

Nick Ellis

O jornalismo sobreviverá à era digital?

A grande imprensa está perdendo cada vez mais espaço para os blogs e outras plataformas das mídias sociais. Atualmente, blogueiros começam a ocupar o espaço que antes era exclusivo dos jornalistas.

Além disso, o diploma não é mais necessário para quem trabalha em meios de comunicação o que, sem dúvida, torna a discussão ainda mais acalorada.

Os blogs são inimigos ou aliados da mídia tradicional?

Os blogs são inimigos ou aliados da mídia tradicional?

Você, leitor, certamente tem uma opinião formada sobre o tema e muitos comentários a fazer.

Porém, a Campus Party 2010 quis saber o que pensam importantes jornalistas brasileiros que migraram – ou não – do jornalismo impresso para o digital. O convidado escolhido para mediar o encontro ‘Jornalismo na rede’ foi Marcelo Soares, blogueiro do site ‘E você com isso?’.

Não por menos. Afinal, ele passou grande parte da vida profissional em redação de jornal e atualmente se dedica a projetos digitais: “No final do século passado, era comum encontrarmos recém-formados desesperados em arrumar emprego. Hoje isso mudou graças à interatividade e às oportunidades”, comenta.

Maurício Stycer, repórter do portal UOL e blogueiro do mesmo site, não acredita na extinção da ‘velha imprensa’. Segundo ele, produzir conteúdo na web ainda é fato novo por aqui. “A idéia do blog como ferramenta jornalística tem me fascinado, mas eu ainda percebo limitações”. Stycer também aponta que a maioria dos textos publicados na web pela imprensa brasileira ainda tem origem na sua versão impressa.

Mauricio Stycer não acredita que o diploma é a salvação do jornalismo.

Mauricio Stycer não acredita que o diploma é a salvação do jornalismo.

Descontentes com o mercado de fotojornalismo, Paulo Fehlauer e André Deak mudaram de rumo e montaram uma agência multimídia: a Garapa. “Queríamos a web como nosso principal canal de comunicação. Por isso, misturamos fotos, áudio, vídeo e texto em um único lugar. Jornalismo independe do veículo para apresentar conteúdo de qualidade”, analisa Paulo Fehlauer. O sócio André Deak concorda com Paulo: “Existe sim vida inteligente fora das redações”.

Então qualquer pessoa que produz conteúdo na web pode ser considerada jornalista? “Sou contra a exigência do diploma para exercício da profissão. Mas, em contrapartida, acredito que uma formação básica e conhecimentos da área são essenciais”, disse Mauricio Stycer.

O blogueiro da UOL, aliás, recebeu total apoio da mesa. Para Eduardo Machado, repórter do Jornal do Comércio de Recife e criador do site pe body count, a diferença não está no diploma exigido, e sim na vontade de exercer a profissão. “Acredito que muitos estudantes não deixariam de estudar o que gostam por conta de um certificado”, avalia.

Essa discussão deverá se estender ainda por mais tempo. Mesmo assim, uma coisa é certa. A circulação das informações nos meios digitais veio para ficar e as mudanças que provocou ainda não terminaram.

Ele foi “o cara” online de Obama

Ele foi “o cara” on-line de Obama

A atração internacional desta quarta-feira na Campus Party foi Scott Goodstein, o marqueteiro de Obama que se tornou reconhecido por suas estratégias de divulgação nas redes sociais, especialmente via twitter.

Graças às ações realizadas na internet, Goodstein acabou se tornando um dos responsáveis (além da própria figura de Obama) pelo enorme impacto que a campanha do atual presidente americano obteve junto ao eleitorado jovem.

Sim, na internet todos nós podemos!

Sim, na internet todos nós podemos!

Ainda assim, na rápida palestra que fez, Goodstein rechaçou o rótulo de marqueteiro político e preferiu definir-se como um estrategista da web 2.0.

O guru 2.0 de Obama também alertou para a iminente “morte” dos jornalões norte-americanos e aconselhou que para alcançar popularidade nos dias de hoje é necessário integrar as diversas mídias que permeiam o cotidiano das pessoas, inclusive a internet.

E sobre suas tão faladas estratégias online?

Na verdade, Goodstein afirma que a decadência dos meios tradicionais foi um impulso para investir nas redes sociais em plataformas como facebook, myspace, Youtube e Hulu.

O marqueteiro, meio que sem querer, também acabou jogando luzes na discussão sobre o “viral” na web, muitas vezes uma espécie de fórmula mágica que empresas e outras instituições buscam para disseminar sua mensagem na rede. De acordo com Goodstein, um dos vídeos mais assistidos durante a campanha não fora produzido pela equipe contratada.

Como principal dica, Goodstein citou a experimentação.

Segundo ele, muitas coisas pensadas para a campanha de Obama não deram certo. Como exemplo, citou o caso da divulgação de vídeos por celulares que fracassou devido ao alto custo do download por parte das operadoras e pelo fato de que na época da campanha (2007) as pessoas ainda não estavam habituadas com essa ferramenta.

Uma demonstração que ainda é cedo para ditar regras sobre uma mídia tão recente e tão cheia de surpresas. O jeito é arriscar e continuar sempre tentando. Afinal, nós também podemos.

E no Brasil?

Depois de Obama, das mobilizações no Irã e tantos outros eventos que geraram mobilização via internet, muitos políticos brasileiros resolveram se aventurar pelo twitter.

O governador José Serra é um deles. O senador Aloizio Mercadante é outro.

Bom para a população que pode estar mais perto de seus governantes para acompanhar suas ações e cobrar os resultados. Por isso, abaixo deixamos uma lista com nomes de senadores, deputados federais (SP e RJ) e governadores que podem ser seguidos pelo twitter:

SENADORES
- Aloizio Mercadante (PT-SP) – @mercadante
- Alvaro Dias (PSDB-PR) – @alvarofdias
- Cesar Borges (PR-BA) – @SenCesarBorges
- Cristovam Buarque (PDT-DF) – @Sen_Cristovam
- Delcidio Amaral (PT-MS) – @Delcidio
- Demóstenes Torres (DEM-GO) – @demostenes_go
- Fátima Cleide (PT-RO) – @SenadoraFatima
- Flavio Arns (PSDB-PR) – @FlavioArnsPR
- Flexa Ribeiro (PSDB-PA) – @flexaribeiro
- Garibaldi Filho (PMDB-RN) – @garibaldifilho
- Inácio Arruda (PCdoB-CE) – @inacioarruda
- João Pedro (PT-AM) – @joaopedrosenado
- José Agripino (DEM-RN) – @joseagripino
- Marconi Perillo (PSDB-GO) – @marconiperillo
- Marisa Serrano (PSDB-MS) – @Marisa_Serrano
- Paulo Paim (PT-RS) – @paulopaim
- Raimundo Colombo (DEM-SC) – @RaimundoColombo
- Rosalba Ciarlini (DEM-RN) – @RosalbaCiarlini
- Serys Slhessarenko (PT-MT) – @Serys
- Tasso Jereissati (PSDB-CE) – @TassoJer
- Valter Pereira (PMDB-MS) – @valter_pereira

DEPUTADOS FEDERAIS

Rio de Janeiro (RJ)
- Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) – @deputadobiscaia
- Arnaldo Vianna (PDT-RJ) – @arnaldofvianna
- Arolde de Oliveira (DEM-RJ) – @AroldeOliveira
- Bernardo Ariston (PMDB-RJ) – @BernardoAriston
- Fernando Gabeira (PV-RJ) – @gabeiracombr
- Hugo Leal (PSC-RJ) – @dephugoleal
- Indio da Costa (DEM-RJ) – @indiodacosta
- Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) – @marceloitagiba
- Otavio Leite (PSDB-RJ) – @otavioleite
- Rodrigo Maia (DEM-RJ) – @DepRodrigomaia
- Rogério Lisboa (DEM-RJ) – @RogerioLisboa
- Solange Amaral (DEM-RJ) – @solangeamaral

São Paulo (SP)
- Aldo Rebelo (PCdoB-SP) – @aldorebelo
- Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) – @mendesthame
- Arlindo Chinaglia (PT-SP) – @achinaglia
- Arnaldo Madeira (PSDB-SP) – @aamadeira
- Arnaldo Jardim (PPS-SP) – @ArnaldoJardim
- Beto Mansur (PP-SP) – @BetoMansur11
- Bispo Gê Tenuta (DEM-SP) – @deputadobispoge
- Devanir Ribeiro (PT-SP) – @devanirribeiro
- Dimas Ramalho (PPS-SP) – @dimasramalho
- Duarte Nogueira (PSDB-SP) – @duarte_nogueira
- Edson Aparecido (PSDB-SP) – @edsonaparecido
- Eleuses Paiva (DEM-SP) – @eleusespaiva
- Guilherme Campos (DEM-SP) – @depguilherme
- Jairo Paes de Lira (PTC-SP) – @paesdelira
- Jilmar Tatto (PT-SP) – @jilmartatto
- João Dado (PDT-SP) – @joaodado
- João Paulo Cunha (PT-SP) – @depjoaopaulo
- Jorginho Maluly (DEM-SP) – @jorginhomaluly
- José Genoíno (PT-SP) – @JoseGenoino
- José Paulo Tóffano (PV-SP) – @deputadotoffano
- Márcio França (PSB-SP) – @marciofranca40
- Marco Aurélio Ubiali (PSB -SP) – @drubiali
- Milton Monti (PR-SP) – @miltonmonti
- Paulo Maluf (PP-SP) – @paulosalimmaluf
- Paulo Teixeira (PT-SP) – @pauloteixeira13
- Ricardo Berzoini (PT-SP) – @ricardoberzoini
- Ricardo Tripoli (PSDB-SP) – @ricardotripoli
- Sergio Antonio Nechar (PV-SP) – @depnechar
- Vaccarezza (PT-SP) – @vaccarezza
- Vanderlei Macris (PSDB-SP) – @vanderleimacris
- Vicentinho (PT-SP) – @VICENTINHOPT
- Walter Ihoshi (DEM-SP) – @walterihoshi
- Walter Feldman (PSDB-SP) – @wfeldman
- William Woo (PSDB-SP) – @william_woo (apenas atualizações do blog)
GOVERNADORES
- Cid Gomes (PSB-CE) – @cidfgomes
- José Serra (PSDB) – governador de SP – @joseserra_
- Wilma de Faria (PSB – governadora do RN – @wilmadefaria

Mostre pra que você veio ao mundo digital

“Não tenha vergonha de se expor. Seja um verdadeiro cara de pau”. Essa é a dica do jornalista Tiago Cordeiro, escritor dos blogs Melhores do Mundo (www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/) e Quinze Minutos (www.interney.net/blogs/15minutos/) para aquele que deseja se tornar um blogueiro de sucesso.

Muita gente já acredita que, graças aos meios digitais, os blogueiros ganharam a relevância de um jornalista na hora de formar opinião, por isso durante a oficina ‘Técnicas de apuração para blogueiros’, no espaço Criatividade da Campus Party 2010, Tiago ensinou técnicas básicas de entrevista, assim como manter a fonte sem perder a ‘amizade’ e ainda, como usar o meio digital para se destacar profissionalmente.

“Bom relacionamento é tudo no mundo da comunicação. Mande e-mail, telefone marcando um café, faça ser visto e lembrado. Seja, de alguma forma, útil para a fonte”, orienta Tiago. Para ele, um blog passa a ser útil e reconhecido quando ele passa a servir de fonte para outras mídias sociais.

Blogueiro-jornalista, jornalista-blogueiro? Já pensou como seria o blog do Paulo Francis?

Blogueiro-jornalista, jornalista-blogueiro? Já pensou como seria o blog do Paulo Francis?

A invasão dos blogs matará o jornalismo online? “Evidentemente não. Ele só tem a acrescentar”, garante o blogueiro. Além disso, segundo ele, tem muitas reportagens que só grandes veículos conseguem realizar. “Por mais que a apuração do blog seja feita da melhor maneira possível, o espaço para divulgação ainda é muito pequeno”.

Dicas para uma boa entrevista:

- Evite o contato via e-mail. Olho no olho é sempre mais produtivo;

- Não tente descobrir o que o entrevistado faz no momento da entrevista. Prepare-se para o momento;

- A memória só tem uma certeza: que um dia ela vai falhar. Portanto, não confie nela e faça as suas anotações;

- Entrevista não é interrogatório. Tente interagir com o entrevistado, descontraia o ambiente;

- Nunca ache que a sua ideia ou pergunta é idiota. Desde que tenha a ver com o entrevistado, tome coragem e vá em frente.

Links úteis para produção de conteúdos:

www.abraji.org.br

www.toledol.com.br

www.fas.org

www.sidra.ibge.gov.br