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30/07/2014

A comunicação é condição necessária para a existência de uma empresa

Tudo comunica porque tudo é conteúdo. Tudo o que é visto, sentido e vivido por um ser humano em relação a uma empresa ou marca gera uma atitude, um afeto, é fruto de algo comunicado ativa ou reativamente. A comunicação é uma condição necessária para a existência de uma empresa.

A Comunicação Organizacional é um tema interdisciplinar. Envolve diversas vertentes como Administração, Recursos Humanos, Engenharia da Produção entre outras áreas do conhecimento como Sociologia, Antropologia e Psicologia. No campo da Comunicação, para Riel (1995) Comunicação Organizacional engloba relações públicas, estratégias organizacionais, marketing corporativo, propaganda corporativa, comunicação interna e externa. Enfim, um grupo heterogêneo de atividades de comunicação voltadas fundamentalmente para os públicos ou segmentos com os quais a organização se relaciona e depende.

As diferentes abordagens e perspectivas desenvolvidas mais recentemente têm procurado demonstrar a importância que a Comunicação Organizacional vem assumindo em face do novo cenário globalizado. O elo comum entre os autores é a preocupação em definir e caracterizar a Comunicação Organizacional e seu campo de abrangência, evidenciando a necessidade de atribuir-lhe um lugar de destaque nas organizações. Por ser um tema de interesse abrangente, cada setor tende a ter um olhar diferenciado sobre o papel e a relevância da comunicação em uma empresa.

É a partir daí que começamos a distinguir "a organização-como-verbo (processo/fazer) da organização-como-substantivo (entidade/ser). A visão de processo centra-se no fazer ou como ocorre uma atividade enquanto a entidade/ser fala de como uma organização (substantivo/entidade) vem a ser por meio de seus processos". Essa distinção de entidade-processo é trazida por James Taylor (2004) e nos passa a dimensão da comunicação para uma organização. Bisel e Sillince vão além ao afirmarem que uma organização também é uma entidade e outros sistemas sociais, como uma comunidade, uma rede, ou um movimento social.

Sua relevância para as empresas é pertinente porque a Comunicação Organizacional informa, mas também sensibiliza e transforma a própria organização diante de seus stakeholders seja enquanto verbo ou como substantivo. De acordo com James Taylor, as empresas são ainda "atores sociais, com capacidade de agir por meio da comunicação. Isto porque os indivíduos se tornam representantes das organizações. Desta forma, o que normalmente é designado como ação organizacional é uma ação individual legitimada por diversos processos de comunicação. Pois, à medida que a comunicação se realiza, produz organização e, dialeticamente, a organização não se concretiza sem comunicação".

Sob este olhar de influência do indivíduo sobre o coletivo, podemos também entender o papel da Comunicação Organizacional como promotora da cultura organizacional que toca tanto o funcionário na sua individualidade quanto o funcionário no papel que deve desempenhar dentro das organizações. Afinal, tudo comunica e atitudes, posturas, roupas, tom de voz e outros incontáveis fatores ajudam a construir uma mensagem, um jeito de ser, um processo, uma organização que não vive apenas no papel e sim depende de pessoas para existir e ser o que deseja ser.

Por entender seus stakeholders e compreender o direcionamento da organização, a Comunicação Organizacional dá forma à organização a qual pertence por meio das ações institucionais, do alinhamento com seus funcionários e lideranças; e demais impactados por sua presença independentemente se de forma direta ou indireta e se de forma ativa ou responsiva em sua estratégia que deve fazer parte do planejamento de sustentabilidade da empresa.

Em artigo publicado pela Harvard Business Review, José Luiz Bichuetti, deixa claro a relevância da Comunicação Organizacional quando avaliada pelo campo das relações. Para ele, "gente é o ativo mais importante nas organizações: o propulsor que as move e lhes dá vida. As barreiras que inibem a formação e manutenção de equipes de alto desempenho, porém, são várias: a) líderes que não encaram seu capital humano como ativo, influenciando a cultura da empresa e a atitude de seus gestores; b) despreparo dos executivos para gerir seu pessoal, não raro servindo de mau exemplo a seus subordinados; c) posicionamento não estratégico e falta de valorização das áreas de recursos humanos nas empresas; d) não tratamento desse tema como matéria relevante nos cursos superiores. Os aspectos que envolvem a gestão de pessoas têm de ser tratados como parte de uma política de valorização desse ativo, na qual gestores são vasos comunicantes, trabalhando em conjunto, cada um desempenhando seu papel de forma adequada".

 

Bibliografa

RIEL, Cees. B.M. Principles of corporate communication. Hemel Hempstead, Prenntice - Hall, 1995.

TAYLOR, James R. Organization as an (Imbricated) Configuring of Transactions, 2011

http://www.eca.usp.br/associa/alaic/boletin11/cleusa.htm

http://www.hbrbr.com.br/materia/gestao-de-pessoas-nao-e-com-o-rh?fb_action_ids=722671271129792&fb_action_types=og.likes&sthash.hyTXZ0tu.mjjo

 

 

 

 


  • Gerente de Comunicação Interna e Conteúdo da In Press Porter Novelli
  • Tatiana Fritz

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