Voltar ao Topo

artigos

[anterior]

[próximo]

18/10/2011

Pense duas vezes antes de apertar o "send"

“As pessoas querem menos informação!”. Foi essa uma das frases que marcou o Digital Age 2.0, conferência de comunicação e marketing digital organizada pela Now! Digital Business, em São Paulo, no fim de setembro.  Sim, o argumento é bastante contraditório se pararmos para pensar que tudo o que fazemos na web está ligado a conteúdo e informação: desde os posts e tweets que lemos e compartilhamos, até vídeos, fotos, apresentações no Slideshare etc.. E olha que o autor da frase, Steve Rosenbaum, entende de conteúdo: ele foi roteirista e diretor de documentários para HBO, Discovery, A&E e CNN.

Mas não se trata de um tiro no pé. O que Rosenbaum quis mostrar é que as pessoas estão sendo soterradas diariamente por uma quantidade angustiante de informações.  Até aí, isso não é novidade. O mais curioso é que, ao mesmo tempo que recebemos dezenas e dezenas de informações inúteis por dia e reclamamos o tempo todo sobre isso, nós também as fabricamos. Ou seja, nós mesmos somos produtores de gigabytes e gigabytes de ... puro lixo eletrônico! Steve fez uma consideração: “antes, os spams eram aqueles e-mails indesejáveis que entupiam nossa caixa de entrada numa época em que e-mails só tomavam uma parte da nossa rotina. Mas quando a web sai da margem do nosso mundo e ocupa o centro das nossas vidas, muito conteúdo passa a ser considerado spam!”.

Durante a palestra, Steve perguntou às 800 pessoas presentes quantas delas liam e-mails antes mesmo de tomarem o café da manhã e 600 pessoas levantaram o braço. Ele perguntou, então, quantas pessoas, aproveitavam para checar a caixa de entrada quando acordavam para tomar água à noite. E cerca de 100 pessoas levantaram a mão. Por último, questionou quantas acordavam propositadamente de madrugada apenas para ver os e-mails... 10 pessoas se identificaram! Chega a ser assustador alguém que interrompe o sono para ler e-mail. Mas, se por um lado uma pessoa acorda para ler é porque outra pessoa acordou para escrever (ok, ela pode estar em algum outro lugar do mundo em que seja dia, mas, a percentagem é pequena: é só pensar quantos japoneses, coreanos, australianos etc., trocam e-mail com você todos os dias!). O resumo da ópera (ou, neste caso, do réquiem) é: pense duas vezes antes de enviar um e-mail para outra pessoa - principalmente à noite e fim de semana -; pense algumas vezes antes de retuitar conteúdos que nem você acha assim tão bacana e nunca, jamais, em hipótese alguma poste no Facebook comentários do tipo “ai, que vontade de tomar sorvete de baunilha”.  Além de não interessar a ninguém, esse tipo de conteúdo, segundo Steve Rosenbaum, contribui para formar a sua “imagem digital”. E, venhamos e convenhamos, não é legal criar sua marca digital em torno de algo tão insosso...

Por estarmos agonizado debaixo de toneladas de informações, tudo o que precisamos é de um pouco de ar para respirar – leia-se informação que realmente interessa a nós mesmos e, principalmente, aos outros. Rosenbaum chama isso de curadoria digital, quer dizer, é o ato de “organizar, escolher, gerenciar e expor apenas as melhores idéias e pensamentos”. Seja um curador das redes você também!

Ah, para finalizar o texto sobre Steve Rosenbaum, outro ponto mencionado por ele na Digital Age foi sobre como fazer as empresas serem “reconhecidas” na web. Não basta colocar apenas hiperlinks nos textos do website para serem achadas mais facilmente pelos mecanismos de busca  – isso ajuda, claro. Mas, de acordo com Steve, “links não são sexy, mas um bom título é. Robô nenhum substitui a paixão humana!”.

P.S 1 - Para quem se interessou em ler um pouco mais sobre curadoria digital, vale a pena acessar o link http://www.huffingtonpost.com/steve-rosenbaum/theres-a-special-place-in_b_1003239.html. Rosenbaum conta porque alguns conteúdos automáticos do Facebook – que obrigam fazer você pensar – deixam ele enlouquecido!

P.S. 2 - O Digital Age trouxe diversas discussões interessantes. Teve também Jane McGonigal, desenvolvedora de games. Ela contou como jogos de redes sociais – como aqueles estilo Farmville e MafiaWars,  do Facebook - podem trazer benefícios reais para ONGs, por exemplo.  Além disso, um aplicativo mostrado por Jane – no estilo Foursquare, que acessa o GPS do smartphone – indica trabalhos voluntários que uma pessoa pode fazer nos arredores de onde ela está localizada. Muito bacana – melhor quando chegar por aqui! 

 

  • (14 votos)

[anterior]

[próximo]

Rio de Janeiro
R. Mena Barreto, 37
Tel. 21 3723.8080

São Paulo
Av. Juscelino Kubitschek, 1.726 / 10 andar
Tel. 11 3323.1520 - 3073.0233

Brasília
SHS, Qd. 06, Conj. A, Bl. E, Sala 923
Ed. Brasil Business Center - Brasil 21
Tel. 61 3049.9550

copyright 2011 In Press Porter Novelli | todos os direitos reservados | criação In Press Porter Novelli | desenvolvido por AM4